Aldo Rebelo causa polêmica ao defender minuta que previa Estado de Sítio em 2022
O ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, e atual pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã, Aldo Rebelo, voltou ao centro das discussões políticas após defender a chamada “minuta do golpe”, documento que previa a decretação de Estado de Sítio após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
A declaração, feita em meio ao avanço das investigações sobre tentativas de ruptura institucional, repercutiu intensamente no cenário político. Rebelo afirmou que o texto deveria ser analisado sob outra perspectiva, o que gerou críticas de diversos setores que consideram a minuta uma grave ameaça ao processo democrático. O documento, segundo autoridades, foi elaborado para embasar medidas excepcionais que poderiam alterar o resultado eleitoral e intervir no funcionamento dos poderes constituídos.
A defesa pública da minuta por uma figura com longa trajetória na política nacional reacende o debate sobre os limites da atuação institucional e sobre a necessidade de fortalecer mecanismos de proteção à democracia. Especialistas apontam que manifestações desse tipo contribuem para manter viva a discussão sobre episódios que marcaram o período pós-eleitoral de 2022.
Aldo Rebelo, que tenta se reposicionar no cenário político como alternativa para a disputa presidencial, tem adotado discursos que buscam dialogar com diferentes segmentos, mas suas declarações recentes ampliaram o clima de tensão e polarização.

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