A sucessão no Banco Central ganhou contornos mais definidos nesta semana após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva dois nomes para compor diretorias da instituição: o acadêmico Tiago Cavalcanti e o atual secretário da Fazenda, Guilherme Mello. As áreas específicas de atuação de cada um serão anunciadas no ato formal de nomeação.
A escolha de Tiago Cavalcanti é vista dentro do governo como um gesto de equilíbrio por parte de Lula. O economista possui trajetória sólida em algumas das principais universidades do mundo, mas também já participou de debates relevantes sobre política econômica no Brasil, o que amplia sua capacidade de diálogo com diferentes setores.
Já Guilherme Mello, figura próxima à equipe econômica, reforça a linha de continuidade das diretrizes defendidas pelo Ministério da Fazenda. Sua indicação sinaliza a intenção do governo de manter coerência técnica e fortalecer a interlocução entre o BC e a política fiscal.
As movimentações ocorrem em um momento de grande atenção do mercado financeiro, que acompanha de perto a transição na autoridade monetária. As indicações de Haddad buscam transmitir previsibilidade, estabilidade e compromisso com uma condução responsável da política econômica.
A expectativa é de que as nomeações sejam oficializadas nos próximos dias, consolidando a nova configuração da diretoria do Banco Central.
