Um levantamento divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo revelou que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, realizaram a compra de imóveis que somam R$ 23,4 milhões.
De acordo com os dados, baseados em registros de cartórios, todas as aquisições foram feitas à vista, envolvendo propriedades localizadas em Brasília e São Paulo.
O levantamento chama atenção pelo volume financeiro e pelo perfil das transações, destacando a preferência por pagamentos integrais no momento da compra. A prática, embora legal, evidencia alta capacidade financeira dos envolvidos, além de reforçar a transparência dos dados disponíveis em registros públicos.
As informações divulgadas também reacendem debates sobre patrimônio de autoridades públicas e a importância da publicidade de bens adquiridos, ainda que dentro da legalidade. Especialistas apontam que registros cartoriais são instrumentos essenciais para garantir segurança jurídica e rastreabilidade das transações imobiliárias.
Apesar da repercussão, não há indicação de irregularidades nas aquisições. O caso se insere no contexto de interesse público sobre movimentações patrimoniais de figuras do alto escalão, especialmente integrantes de instituições como o STF.
A divulgação dos dados reforça o papel do jornalismo investigativo e da transparência pública, elementos fundamentais para o acompanhamento da sociedade sobre agentes públicos e suas movimentações financeiras.