A Justiça da Bahia suspendeu a decisão que obrigava o Bradesco a manter em funcionamento a única agência bancária da cidade de Caldeirão Grande, localizada na região centro-norte do estado. O novo entendimento foi definido pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em segunda instância, que concedeu parecer favorável ao banco.
Anteriormente, a Justiça havia determinado que a instituição financeira não poderia encerrar as atividades na cidade, estabelecendo inclusive multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da decisão judicial. A medida havia sido tomada diante do impacto que o fechamento da agência poderia causar para moradores e comerciantes do município.
No entanto, ao analisar o recurso apresentado pelo banco, o TJ-BA decidiu suspender a determinação que obrigava a manutenção da unidade, revertendo temporariamente a decisão anterior. Com isso, a penalidade financeira também deixa de ser aplicada enquanto o novo entendimento judicial estiver em vigor.
Apesar da disputa judicial, a agência do Bradesco permanece fechada desde novembro do ano passado, deixando a população de Caldeirão Grande sem atendimento bancário presencial no município. A situação tem gerado preocupação entre moradores, principalmente idosos, comerciantes e beneficiários de programas sociais que dependem de serviços financeiros presenciais.
O caso levanta novamente o debate sobre o fechamento de agências bancárias em cidades pequenas, fenômeno que tem se intensificado nos últimos anos com a expansão dos serviços digitais. Para especialistas, embora a digitalização dos bancos avance rapidamente, muitos municípios ainda enfrentam dificuldades de acesso à internet e dependem do atendimento físico.
Enquanto a disputa judicial segue em análise, a decisão da segunda instância representa um novo capítulo no impasse entre a necessidade de presença bancária em cidades do interior e as estratégias de reestruturação adotadas por grandes instituições financeiras.
