Mutirão oftalmológico deixa idosa cega de um olho na Bahia
A vida de Cleuza Felíssima Sousa Silva, de 79 anos, sofreu uma transformação drástica após participação em um mutirão oftalmológico realizado no fim de fevereiro, no município de Irecê, no norte da Bahia. Antes conhecida por sua rotina ativa, autonomia e contribuição no sustento da família, a idosa hoje enfrenta uma realidade marcada por limitações severas e problemas de saúde.
De acordo com relatos da família, Cleuza passou pelo procedimento com a expectativa de melhorar a visão, mas o resultado foi o oposto. Após o atendimento, ela apresentou complicações que evoluíram rapidamente, resultando na perda total da visão de um dos olhos. Além disso, seu estado geral de saúde teria se agravado, comprometendo atividades simples do dia a dia.
Antes do ocorrido, Cleuza era uma trabalhadora rural ativa, responsável por tarefas domésticas e pela manutenção da propriedade familiar. Hoje, encontra-se debilitada, dependente de cuidados constantes e sem condições de retomar suas atividades anteriores.
Familiares afirmam que buscam esclarecimentos sobre o atendimento realizado durante o mutirão e cobram respostas sobre possíveis falhas no procedimento. O caso levanta questionamentos sobre a qualidade dos serviços prestados em ações de grande escala, como mutirões de saúde, que têm como objetivo ampliar o acesso da população a atendimentos especializados.
Enquanto aguarda por respostas, a família de Cleuza enfrenta uma nova rotina, marcada por desafios e incertezas. O episódio reforça a importância de fiscalização rigorosa e acompanhamento pós-operatório adequado, especialmente em iniciativas voltadas para públicos vulneráveis, como idosos.

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