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Chacina na Boca do Rio expôs violência durante greve da PM na Bahia

Chacina na Boca do Rio expôs violência durante greve da PM na Bahia
  • Publicadomarço 9, 2026

A execução de pessoas em situação de rua no bairro da Boca do Rio, em Salvador, em fevereiro de 2012, ficou marcada como um dos episódios mais emblemáticos da onda de violência registrada durante a greve da Polícia Militar na Bahia naquele ano.

O crime chocou a população e ganhou grande repercussão nacional após cinco pessoas serem mortas e outras duas ficarem feridas durante a ação criminosa. As vítimas estavam em situação de rua e foram atacadas em plena via pública, em um momento em que a capital baiana enfrentava um cenário de insegurança provocado pela paralisação de parte do efetivo policial.

A gravidade do caso levou à abertura de uma ampla investigação pelas autoridades de segurança pública. Com o avanço das apurações, policiais militares passaram a ser apontados como suspeitos de participação direta no ataque, levantando a hipótese da atuação de um grupo de extermínio envolvido na execução das vítimas.

Durante o processo investigativo, alguns policiais militares chegaram a ser presos preventivamente, acusados de integrar o grupo responsável pela chacina. O caso gerou forte repercussão e intensificou o debate sobre violência policial, controle institucional e a atuação de milícias ou grupos clandestinos dentro das forças de segurança.

Na época, a greve da Polícia Militar da Bahia provocou um aumento significativo nos índices de criminalidade em Salvador, deixando a população em estado de alerta e exigindo respostas das autoridades estaduais e federais.

Mais de uma década depois, a chacina da Boca do Rio continua sendo lembrada como um dos episódios mais impactantes daquele período, simbolizando os efeitos da crise na segurança pública e reforçando discussões sobre direitos humanos, responsabilidade institucional e combate a grupos de extermínio.

Redação Radar Baiano

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