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Política

Pesquisa Meio Ideia: ao desprezar Tarcísio, família Bolsonaro é hoje o maior cabo eleitoral de Lula

Pesquisa Meio Ideia: ao desprezar Tarcísio, família Bolsonaro é hoje o maior cabo eleitoral de Lula
  • Publicadojaneiro 13, 2026

No cenário político brasileiro, há uma constatação que ecoa de forma cada vez mais evidente: em meio a um país dividido em grandes blocos ideológicos, vence quem conquistar o centro, um grupo numericamente menor, porém determinante para qualquer eleição majoritária. Esse eleitorado, frequentemente rotulado de forma pejorativa como “isentão”, tornou‑se o alvo mais disputado por candidatos que buscam ampliar sua base e romper a barreira da polarização.

Ao longo de sua trajetória, Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou habilidade em transitar entre diferentes espectros políticos. Conhecido por se definir como uma “metamorfose ambulante”, o presidente costuma adotar posturas mais moderadas em períodos eleitorais, estratégia que historicamente lhe permitiu dialogar com setores diversos da sociedade e reduzir resistências no centro político.

Em 2018, o movimento foi distinto. Jair Bolsonaro, então candidato, manteve um discurso radicalizado mesmo diante de um ambiente de crise econômica, desgaste institucional e forte impacto da Operação Lava Jato. O contexto de insatisfação generalizada atingia eleitores do centro, centro‑direita e até parte da esquerda, abrindo espaço para que uma candidatura de ruptura ganhasse força sem necessariamente buscar a moderação.

A dinâmica atual, porém, reforça que a disputa pelo eleitor moderado permanece como ponto de inflexão para qualquer projeto presidencial. Em um país marcado por tensões ideológicas profundas, a capacidade de dialogar com o centro pode definir não apenas quem vence, mas também como se governa em meio a expectativas tão distintas.

Redação Radar Baiano

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